10 de novembro de 2009

Então ele disse, desce e arrasa...

Se acreditasse em deus, diria que foi uma intervenção. De repente, no meio daquela tristeza estranha, veio o telefonema e a notícia de que no dia seguinte eu poderia acordar uma hora mais tarde, fazer preguicinha e ir trabalhar na rua, sozinha.

E assim foi. Vi o sol, senti o vento, vi gente, senti calor. Parei para comer pastel de palmito como há muitas terça-feiras eu não fazia. E tomei caldo de cana como era naquele tempo. Senti saudades daquela época, mas não deu vontade de chorar.

Ainda saí com uma água de coco pra viagem e algumas folhas amarelas caídas no cabelo.

E então eu escrevi como há tempos não escrevia para poder botar pra fora a felicidade de ter de volta a vontade de escrever.

Divino.

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9 de novembro de 2009

Pensamentos soltos de uma mente com lembranças

Às vezes, mesmo quando está sol, bate aquela tristeza estranha que não dá muito pra explicar. Mistura de saudades com melancolia pura. De ócio com distâncias. Talvez seja a falta daqueles que um dia preencheram tantos espaços que a gente nem sabia que tinha dentro da gente. Talvez seja a falta do frio na barriga que um dia a gente achou que duraria pra sempre e pra tudo. Talvez seja só a falta de vontade do que a gente sabe que está aí nos esperando.

Acaba sendo falta de poesia.
E o medo da constância.

Ou talvez seja puro capricho mesmo.
O vazio do satisfeito.

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26 de agosto de 2009

Mais do mesmo

Duas observações sobre o assunto abaixo:

1. Todo santo dia, quando eu passo pelo segurança e/ou pelo bombeiro eles perguntam se tá tudo bem, se eu não tô passando mal, etc. Me pergunto: até quando?

2. O coleguinha que senta bem na minha frente está de quarentena com... tãn tãn tãn tã: suspeita de gripe suína! Me pergunto: será desta vez?

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11 de agosto de 2009

Vivendo em tempos de gripe

Tem dias que você acorda e nem imagina que a vida vai estar lá toda pimposa te esperando com mil novidades e aventuras.

Sexta foi assim. Acordei super gripada, com o corpo quebrado, a garganta inflamada, o nariz escorrendo, com falta de ar, tosse, dor de cabeça e aquela coisa toda. Não tinha dormido direito à noite, estava morta, mas, sabe-se lá por que, eu resolvi ir trabalhar mesmo assim.

Resultado, cheguei ao trabalho mal só de subir o elevador.

Virei pro meu semi-chefe ao lado e disse:

- Fulano, você sabe se aqui no prédio tem ambulatório?
- Boa pergunta! Eu, que sou o maior hipocondríaco da empresa, nunca pensei nisso! Peraí que eu vou descobrir já! Vou ligar na recepção! Oi, recepcionista! Você sabe se tem ambulatório aqui no prédio? Humm... sei... Tá... Obrigado.
- Tem?
- Num tem, mas se quiser eles mandam um bombeiro.
- Rá rá, aaacho que não.

E fui botar a vida em dia.

Bom, gente... O que posso dizer? Deu dois segundos chegou um bombeiro, um segurança (sim!!! o mes-mo daqueles textos, lembram?!?) e uma cadeira de rodas na minha mesa:

- ABOBRINHAAAA! Tá tudooo beeeem??? - disse o esbaforido segurança.
- Ãnn??? - *olhos mestiços arregalados e piscantes*
- Você não está passando mal??? - perguntou o bombeiro recuperando o ar apoiado na cadeira de rodas. Na minha cadeira de rodas.
- Eu? Quê??? Oi? É comigo? Que isso? Da onde? Quem é você? O que está fazendo aqui me assustando desse jeito? Tô alucinando, gente!
- Ué - falou o coitado do bombeiro - A recepção informou que a senhora estava passando mal, então eu vim correndo.
- Foi mesmo. Ele subiu os oito andares de escada carregando a cadeira - fez questão de explicar, sem graça, o segurança.

(Carregando. A. Cadeira. De rodas.)
(Pausa)

- Então, gente... Tá tudo bem... Na verdade eu só queria saber se existia um ambulatório aqui no prédio... pra pedir uma aspirina...
- Aaaaaaaaahhhhhhhh... A recepcionista errou, então.
- É, talvez... Mas, poxa, olha, miiiil desculpas por fazer vocês subirem até aqui desse jeito... Sério. Que vergonha... Desculpa. Juro... muito obrigada por terem vindo.
- Mas valeu a pena pra gente ver a Abobrinha vermelha - emendou meu amado semi-chefe.

E todos os funcionários do andar neste momento estão olhando pra minha cara se perguntando: será que ela vai morrer??? ela tá meio vermelha mesmo... E então eu tento falar alto:

- Tá tudo bem, pessoal. Eu só queria saber se tinha uma aspirina. Eles se confundiram!

Confesso que nessa hora a voz não saiu direito e talvez o povo não tenha ouvido/entendido nada mesmo.

Aí, tá... Voltemos ao trabalho.

Gripada, corpo quebrado, garganta inflamada, nariz escorrendo, falta de ar, tosse, dor de cabeça, noite mal dormida. Sem aspirina. Sem ambulatório. E roxa, alternando calores e frio.

Toca o celular.

- Oi mãe... tô melhorando... sim, acho que estou começando a ficar com febre... não, não fui ao hospital... não, não tem médico na empresa... não, não posso faltar... já, já tô no trabalho... não, não vou ao hospital agora, vou depois do trabalho, tá? beijotchau.

Desliga o celular, sorri pro chefe novo (chefe mesmo) primeiro-dia-na-empresa, volta ao trabalho.

Toca o celular.

- Oi mãe... Quê??? Eu já disse que não tem médico no trabalho e que eu vou até o hospital depois do trabalho! Eu já disse... eu vou... eu vou... euuuu voooooou... Tá? Eu vouuuu....

Desliga o celular, se afunda na cadeira, volta ao trabalho.

Toca o celular.

- Oi irmã... tô, tô gripada... sim, estou no trabalho... não, não vou ao hospital agora... sim, vou ao hospital depois... prometo... fala pra mamãe que eu vou... eu juro... fala pra mamãe parar de me ligar... eu vou... depois!

Desliga o celular e se mata.

Toca o celular.

- Oi pai... tô, tô gripada... não, não fui ao hospital... eu vou... de-pois! porque eu tô no trabalho. sim, eu tô no trabalho... (não, na verdade eu tô em casa na maior fazendo charme só pra ver quantas vezes vocês vão me ligar e pedir pra eu ir até o hospital). Fala pra mamãe que eu vou!

Desliga, mete a cabeça no teclado.

Toca o celular.

- Oi mãe. Mãe!!! Eu já disse que vou pro hospital DEPOIIISSSSS DO TRABALHOOOOO!!!!

Tum tum tum.

Toca. Juro. O celular.

- Oi irmã......... sim, eu sei que a mamãe está preocupada... eu juroooooo que vou até o hospital depois do trabalho... depois. o quê??? quem morreu de gripe suína em dois dias? ficou em coma? jura? morreu mesmo? que horror! jura??? que medo. tá bom, eu vou! você contou isso pra mamãe????? não, ufa.

Enfim, eu volto ao trabalho. Achando que vou morrer de gripe suína cer-te-za.

Consegui trabalhar por quase oito horas, olha só que heroína. Mas, quando deu umas oito da noite, a gripe e a paranoia subiram à cabeça e eu liguei pra minha irmã pra ela, enfim, me levar, sim!, pro hospital.

No meio do caminho... toca o telefone da minha irmã. Era o Felipe, pra falar comigo. A gente conversa, eu devolvo o telefone pra minha irmã e o que ela faz? Coloca na boca!!! Na maior pose, "óóó, que caminho eu vou fazer"?

- Juliana!!! Tira o telefone da boca! - eu berro.
- Aaaaaaaaaaaaa! *cospe cospe* AAAAAAAA! Eu peguei gripe!!!! AAAAAA! Eu peguei gripeeee!!!! AAAAAA! Eu vou morreeeeer!!!! Aaaaaaaaa!! AAAAAA!
- Dirige! Dirige!!!

Enfim, chegamos ao mal.di.to hospital.
Corro até a recepção e tropeço numa placa: Qualquer sintoma de gripe --> 1o. andar.

Óbvio, né? Óbvio que a recepção do primeiro andar estava lotada e a fila para atendimento era de duas horas. Óbvio que todo mundo estava de máscara e a minha irmã quase teve um acesso de riso quando viu. E óbvio que eu espirrei e a mulher que estava ao meu lado mudou de lugar.

Nisso, o Felipe chegou e eu mandei a minha irmã embora. Mas pensa que ela quis ir? Não... queria ficar vendo a novela arebaba, porque uma mulher estava estapeando a outra, e queria ficar paquerando o menino ao lado, que tava com 40 graus de febre e cheio de influenza, só porque ele ficou bonitinho de máscara.

Oi? Quem é que ia morrer de gripe??? Hein, hein?

(Nossa, essa história ficou um pouco longa.)

Resumindo... Saí do hospital quase cinco horas depois, C.I.N.C.O. (viu, mãe?), pior do que tinha entrado, de madrugada, sem tamiflu, morrendo de fome e, provavelmente, com um novo vírus no organismo.

Só me restou acabar a noite num x-salada cheio de maionese que eu fiz o Felipe parar pra comprar.

No dia seguinte, eu tive dores esfaqueantes no estômago... E eu achei que era por causa do remédio que a médica lá do pronto-socorro me deu... Mas, se pá, o sanduíche + maionese + bactérias + vírus + madrugada pode ter contribuído, né?

Ou então... o segurança do prédio está tentando me envenenar escondido e tudo isso faz parte daquele antigo plano...


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31 de julho de 2009

De volta ao casulo

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Gosto do que é normal. Bolacha de água e sal.

O meu gosto é radical. Gosto porque é fundamental.
Farinha, fermento, água e sal.
Simplicidade, no trivial.

Eis o máximo de jardim dois que eu aguento nessa vida, gentêêê!

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28 de julho de 2009

O amor é lindo... tão lindo... nada pode ser mais lindo

Eu tenho uma teoria.

(eu sei que vou ser xingada e tal, mas eu aguento, porque é por uma boa causa: o amor)

É assim: apenas músicas bregas, que grudam no cérebro e parecem realmente estúpidas e mimimis e melosas e de menininha e de par romântico de novela conseguem realmente -- eu disse REALMENTE -- representar a essência do amor. A essência.

São inúmeros os exemplos, eu agora realmente não tô com tempo de dissertar sobre isso. Mas, pensa. O que é mais romântico? Enrique Iglesias falando sobre o amor... Ou Marcelo Camelo? Ou o vocalista com cara de louco do The Cure? Ou o careca do Hot Chip? Ou os gritos do The Rapture?

Enfim, eu precisava fazer esse preâmbulo, porque estou prestes a cometer um crime contra as leis do "How to be cool" da internet. Vou declarar todo o amor do mundo à ele usando uma das músicas mais bregas e mais precisas da história da humanidade, assim... "a nível de amor" - já que baixei o nível de vez.

Lá vai...



(aqui é a parte onde todo mundo faz óóóhhhmmmm e esquece que a música foi cantada pelo Aerosmith em 1800 e bolinhas no Armageddon e tal, belê?)

Feliz dois anos!
=D

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Alerta! Alerta!

Gente, gente... A Lari, the first (então, tem a Lari, the first, que apareceu primeiro na minha vida e tem a Lari Que Não É A Lari, que é a minha filha adotiva) acaba de me contar que tem uma outra Maria Abobrinha rolando no blogspot!

Não vão confundir, hein?
A Maria Abobrinha de Jesus, vulgo Eu, você encontra no mariabobrinha.blogspot.com.
Com um A apenas. Maria Bobrinha.

Grata pela preferência!
Beijo no coração.

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27 de julho de 2009

E...

Bem, o resto é resto.

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Esqueci...

... de dizer, que o segundo lugar vem sendo (por enquanto) ocupado por O Pessoal Que Decide Democraticamente Ir Pra Caraíva no Ano Novo.

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Viu?

Não vou nem comentar que a dor se espalhou pelas costas...

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Sobre o ranking

A lista da preguiça é enorme... (tá enoooorme é hiperbolismo da minha parte, mas tá. grande). Anyway, liderando, disparado na primeira posição, com 839 votos, está O Pessoal do Prédio Onde Eu Moro.

Vejam vocês que eu tô com o tornozelo doendo. E daí fiquei pensando que raios... será que eu torci o pé dormindo? Porque, né? Vindo de mim, capaz. Mas nããão, eu lembrei porque raios o meu tornozelo está doendo pacas.

Porque O Pessoal do Prédio Onde Eu Moro é retardado.

Na minha vaga de garagem tem um buraco gigantesco. Que fica bem na intersecção entre a parede, o caminho espremido de acesso à porta do meu carro e a porta do meu carro. Deu pra perceber? Quero dizer, minha vaga é ridícula de apertada e eu ainda tenho que pular um buraco para conseguir entrar no carro.

Então imagina. Eu. 1,75 m. Salto. Descoordenação. Apertamento.
Não vi que a ___ (palavra de cinco letrar que rima com orra) da tampa do buraco estava solta e pisei. Meu joelho fraquejou, mas eu me joguei dentro do carro e sussa. Nem percebi que tinha virado, porque, oras, não vou sucumbir a qualquer fraquejamento. Certo?

Mas, perguntam, porque O Pessoal do Prédio Onde Eu Moro é retardado? Juro, nem é porque eles deixam a ___ da tampa solta e nem é porque tem um buraco na minha vaga...

É porque tudo bem ter um buraco e uma tampa assassina na minha vaga, mas não me venham com esse papo de que não pode ter jardineira de flor na janela do apartamento, porque não é seguro, sendo que eu prendi com vários fios de aço, tá legal?

Ódio.

Pensei em processar. Mas tô com preguiça, entendem? Não vai adiantar argumentar, porque esse tipo de pessoa não compreende. Ou seja, pessoas me dão preguiça. Perceberam?

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Sobre o inverno

Pior que eu sei da onde vem isso. Do frio, da chuva e dessas coisas que costumam acontecer em meses como, por exemplo, julho. Todo o mundo inteiro sabe que eu não nasci geneticamente programada para enfrentar esse tipo de clima, porque meus pais resolveram fazer o samba do criolo doido com as células e misturar alemão com japonês. Então todo o mundo inteiro vai colaborar com a deficiência, né? E todo mundo vai compreender quando eu digo que tenho preguiça das pessoas, né?

Preguiça.

Eu sei que isso não é muito elegante de se dizer. Mas te digo, viu... que rola muita preguiça de mim também. Não vai achando que a carapuça é só sua. Preguiça de mim, que a vida inteira me propus a ser gentil com a pessoas que me causam essa fadiga toda. Porque passa, eu sei que passa. Mas mudei, viu. Ó... num quero mais. Pelo menos nos meses de inverno abdicarei de ti.

Eu sei que você está tremendamente mal acostumado, ser. Mas é incrivelmente mais forte do que eu. E olha que eu sou grande... Por aí, você calcula.

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23 de julho de 2009

Menos mal

Eu: Sabe o que eu fico puta? Olha os argumentos pra gente ir pra Caraíva: tem uma balada que não toca forró, mas toca eletrônico suave, mas eles não vão pra balada e no jantar toca chorinho.

Eu: Sabe? O povo quer que eu me mate. Mas, ok, eu vou pra Caraíva passar a virada sem ir pra balada, tocando violão na praia e ouvindo chorinho, porque o que importa é a companhia.

Eu: Ou é forró ou é chorinho ou é lounge... Ainda bem que eu tenho ipod. E eu te empresto.

Amiga: Ô coração... Eu vou estar com você! E viva a tequila! (para amenizar o chorinho)

Eu: Juro, eu vou pra onde você for (momento semi-lágrimas). E ponto.

Amiga: Mas se vocês estiverem junto, tô tranquila.

Eu: Amizade é tudo nessa vida... hahahaha.

Amiga: Tuuudo!

*

Que bom, pelo menos eu não preciso rever todos os meus conceitos.
Só alguns. E vocês não imaginam como a lista anda grande.
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Eu sei...

... eu deveria rever os meus conceitos sobre amigos.

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Eu amo a democracia

Ok, povo, momento desabafo.

Preparem-se.

Então que a tchurminha resolveu passar o ano novo em Caraíva (BA). Porque, né? Quem não gostaria de passar a virada em uma cidade ovo onde você chega depois de pegar avião, ônibus, muita estrada de terra e barco? Onde todas as baladas tocam forró vinte e quatro horas por dia? Onde as pessoas fedem a maconha e mal conseguem abrir os olhos? Onde as pessoas são devotas de Bob Marley e seguem o pior do visual hippie brega? Quem?

Então, cá estou eu, me preparando psicologicamente para ir e buscando motivos para encher meu peito de alegria.

E incentivo, vejam, é o que não falta:

Amigo: Mas tá muito classe pra casal... Opção de rango, paz total. Restaurante classe, pré-balada classe, baladinha pra quando animar, caminhada nota 10, prainhas boas, galera brother...

E forró.
E forró vinte quatro horas por dia.
E meninas paga-pau de caras que tocam em bandas de forró.

Então eu imploro:

- Por favor, me diz que tem uma balada que não toca forró. Uma. Umazinha.

Amigo: Balada é forró ou um lugar que toca eletrônico suavão. Tem um sambão também. Mas o pessoal não vai pra balada, porque começa às duas da manhã. E rola um chorinho sensacional no jantar. Classe.

Chorinho. Eba.
Viajar de galera no ano novo sem ir pra balada. Eba.
Tocar violão na praia e ficar tendo papos filosófico vendo as estrelas. Eba.
É a primeira vez em três anos que eu não trabalho no ano novo e eu só queria viajar de galera uma vez na vida antes que eu fique velha e enrugada e agora eu posso me divertir ouvindo lounge. Eba.
Minha vó morreu recentemente e eu vou passar o ano novo ouvindo chorinho...

Eba. E-ba.

Sim, drama. É só o que me resta.
Sonhos frustrados é pouco pra o que está acontecendo.

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